O primeiro dia da Macaé Energy 2026 foi encerrado nesta terça-feira (17), consolidando o evento como um dos principais encontros do setor energético no país. Realizada no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho, em Macaé, a feira segue até quinta-feira (19), reunindo autoridades, especialistas, empresas e investidores.
A cerimônia contou com a presença do vice-prefeito de Macaé, Fabiano Paschoal, e do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Rodrigo Vianna.
Debates estratégicos marcam a abertura
A programação de abertura trouxe reflexões sobre o cenário global e seus impactos no setor de óleo, gás e energia. Um dos destaques foi a palestra do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás, Roberto Ardenghy, que abordou o papel do Brasil diante de conflitos internacionais e a importância da diversificação energética aliada à segurança do abastecimento.
Segundo Ardenghy, o mercado global de petróleo ainda é altamente concentrado, com liderança dos Estados Unidos, seguidos pela Rússia e Arábia Saudita. O Brasil ocupa uma posição de destaque, figurando entre os principais produtores mundiais, impulsionado principalmente pela exploração do pré-sal.
O executivo também destacou a importância estratégica do Oriente Médio, responsável por grande parte da produção e exportação global de petróleo, além da relevância de rotas como o Estreito de Ormuz, considerado um ponto sensível para o abastecimento mundial.
Inovação e novos mercados em pauta
Durante o evento, também ganharam destaque os debates sobre inovação tecnológica e expansão de mercados no setor energético. A gerente geral da Firjan, Karine Fragoso, ressaltou o crescimento das atividades de descomissionamento e revitalização de infraestruturas, consideradas estratégicas para ampliar a produção em campos maduros e garantir sustentabilidade.
A participação da SLB reforçou o protagonismo da inovação no setor. A empresa, que atua há décadas no Brasil e possui forte presença em Macaé, destacou investimentos em tecnologia e soluções voltadas para a transição energética.
Margem Equatorial e futuro do setor
Outro tema relevante foi a chamada Margem Equatorial brasileira, considerada uma das novas fronteiras exploratórias mais promissoras do país. Localizada ao longo da costa norte, a região tem potencial para ampliar as reservas nacionais e fortalecer a segurança energética.
No entanto, o avanço das discussões também envolve desafios relacionados ao licenciamento ambiental e ao desenvolvimento sustentável, pontos que vêm sendo amplamente debatidos por especialistas e autoridades.
Macaé como polo estratégico
De acordo com Fátima Facuri, a Macaé Energy já integra o calendário nacional de grandes eventos do setor, refletindo a relevância estratégica de Macaé no cenário energético brasileiro.
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