Os 100 municípios com maior arrecadação de tributos no Brasil concentram 77,6% de todo o valor recolhido no país, embora abriguem apenas 36,4% da população brasileira. Os dados fazem parte de um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), com base em informações do banco de dados da Receita Federal e receitas administradas pelo Fisco referentes ao ano de 2024. No estado do Rio de Janeiro, destacam-se a capital fluminense e as cidades de Niterói e Macaé entre as 100 maiores arrecadações do país.
De acordo com o estudo, esses municípios arrecadaram mais de R$ 1,9 trilhão no período. O maior destaque foi a cidade de São Paulo, que sozinha recolheu R$ 581,2 bilhões, o equivalente a 23,1% de toda a arrecadação nacional. Em seguida aparecem Rio de Janeiro (R$ 306,9 bilhões), Brasília (R$ 180,1 bilhões), Belo Horizonte (R$ 54,7 bilhões) e Osasco (R$ 50,2 bilhões). Também figuram entre os dez primeiros Curitiba (R$ 44,5 bilhões), Barueri (R$ 36,5 bilhões), Porto Alegre (R$ 33,7 bilhões), Itajaí (R$ 27,1 bilhões) e Campinas (R$ 26 bilhões).
Entre as 100 maiores arrecadadores do país, Niterói ocupa a 44ª posição, com R$ 6.168.857.229,50, enquanto Macaé figura na 62ª colocação, com R$ 4.392.148.620,77.
Na arrecadação per capita dos 100 municípios brasileiros, três cidades do estado do Rio de Janeiro se destacam no levantamento: o Rio de Janeiro está em 13º lugar, com R$ 45.599,05; Itatiaia aparece na 16ª posição, com R$ 43.584,36 por habitante; e Porto Real ocupa a 74ª colocação, com R$ 23.127,39 por pessoa.
Na arrecadação per capita, o destaque é Barueri (SP), que arrecadou R$ 110,4 mil por habitante em 2024. Já São Paulo, apesar de liderar o ranking geral, aparece apenas na 12ª posição quando o critério é o valor por pessoa, com R$ 48.854,61, ficando atrás de municípios como Itajaí, Osasco e Brasília.
O IBPT também aponta que parte do ranking tende a mudar com a implementação da reforma tributária, já que o modelo de cobrança será alterado. Atualmente, os impostos são cobrados na origem, onde os bens são produzidos, o que favorece municípios com polos industriais e comerciais. Com a reforma, a cobrança passará a ocorrer no destino, onde o consumo acontece, o que pode beneficiar cidades mais populosas.
Olenike avalia que a mudança não deve ser imediata, mas a expectativa é de que municípios que recebem mercadorias ganhem mais destaque na arrecadação, com possibilidade de crescimento principalmente em regiões do Norte e do Nordeste, que hoje compram mais produtos de outras regiões do que vendem...Na distribuição regional, o Sudeste concentra 53 dos 100 municípios do ranking, sendo 36 em São Paulo, nove em Minas Gerais, quatro no Espírito Santo e quatro no Rio de Janeiro. O Sul aparece com 26 municípios, sendo 12 em Santa Catarina, sete no Rio Grande do Sul e sete no Paraná.
O Nordeste soma 12 municípios, com destaque para Bahia (3) e Pernambuco (2), além de Ceará, Maranhão, Alagoas, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí e outros estados com um município cada.
O Centro-Oeste tem seis municípios, incluindo três em Goiás e Brasília, que se destaca pela concentração de tributos arrecadados por ser a capital federal, além de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com um município cada. Já a região Norte aparece com três municípios, um no Amazonas, um no Pará e um em Rondônia.
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