De acordo com a denúncia, na ocasião do crime, o réu emparelhou sua moto com o carro das vítimas e, após ofender a filha de Cristiane, disparou contra o veículo. João, que estava na direção, ao tentar fugir, perdeu o controle do carro e parou no acostamento. Marco Antônio aproveitou o momento e executou a tiros João e Cristiane. A sobrinha do casal presenciou toda a empreitada criminosa e somente não foi executada porque conseguiu se esconder no banco de trás do carro e não foi vista pelo assassino.
A Promotoria de Justiça ressaltou que o crime foi praticado por motivo torpe, em razão do sentimento de posse que o réu nutria pela filha de Cristiane, com quem mantinha um relacionamento extraconjugal e possuía um filho, pois as vítimas, que não concordavam com a relação marcada por violência doméstica, eram consideradas um empecilho. Na denúncia, o MPRJ também aponta que o delito foi praticado por meio de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas, uma vez que foram abordadas de surpresa e atingidas por inúmeros disparos de arma de fogo.
